O cinema é mágico! Descobri essa magia aos 5 anos, quando meu pai, Francisco Campos, engenheiro químico, veio para Santos assumir os negócios de meu avô, Antônio Campos Júnior. Hoje, para mim, o cinema se confunde entre paixão e trabalho, e confesso que sou feliz porque trabalho com o que amo. Aprendi muito com os filmes, assim como aprendi com os livros. Ambos contribuíram imensamente para minha formação.

O Roxy , desde a sua inauguração há 75 anos, procurou acompanhar de perto as transformações tecnológicas que aconteceram no mundo. Para nós, não foi fácil sobreviver como o único cinema de rua. Na verdade, foi um grande desafio. Quando meu pai, que administrou o cinema desde os 35 anos, se afastou, o Cinemark parecia decretar a falência dos cinemas de rua do Gonzaga. O primeiro Multiplex surgiu no início dos  anos 90 e, em 94, eu já tinha um projeto e fui procurar apoio.
Durante cerca de 10 anos,  lutei para que o Roxy abrigasse  várias salas. Era um sonho, eu tinha vontade de fazer e sabia que, em outros lugares, cinemas de rua haviam sobrevivido. No começo, apesar de meus amigos não terem coragem de dizer, sabia que me achavam um louco. Eles tinham receio de que eu perdesse tudo. Mas o tempo provou que eu estava certo e, hoje, vejo com entusiasmo o renascimento da Cinelândia Santista. Em dezembro, o Roxy ganhará mais quatro salas. A teimosia venceu, sobrevivemos e, mais que isso, crescemos.

Vida longa a nossa cidade e ao Cine Roxy!

Toninho Campos

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